Pintura

Serie With Rembrant 06

   

A pintura é uma linguagem com um código próprio e com um alfabeto particular e como tal possui a capacidade de comunicar,  de transmitir emoções.

 

Recordando Diderot: “ De todas as mentiras, a arte é a que mente menos”.

 

Quando para a explicar recorremos à outra linguagem, a da palavra falada ou escrita, frequentemente dizem-se generalidades, fazem-se rodeios e finalmente converte-se o objecto a explicar em outra coisa, transformamos a pintura em literatura, sendo que nunca se penetra no coração da obra.

 

Para a elaboração da sua linguagem, Filomena Carmo Pinto, passou por constantes momentos de expansão e restrição na sua trajectória.

 

Estes momentos mostram-se em conjuntos significativos, que afectam tanto o tratamento cromático, com pincelada de grande esplendor e outras de contida opacidade, bem como o tratamento das geometrias, que servem para pautar e desmontar o espaço, com a finalidade de reencontrar uma nova experiência.

 

Nos últimos anos da trajectória da artista, esta alternância de expansão e contenção produz-se de uma forma cada vez mais frequente, resultando num vigoroso cruzar pictural múltiplo que ultrapassa os territórios inexplorados.

 

A pintura de Filomena Carmo Pinto é descritiva, tenciona contar uma história, ser reflexo de uma realidade.

 

Para arte é positivo que as obras conservem um certo grau de obscuridade, para que o que foi criado não se deixe descodificar facilmente, e deste modo manter vivo o interesse do observador e ampliar a possibilidade de interpretações.